Carteira de vacinação do pet: o que deve constar e a versão internacional

A carteira de vacinação do pet é o documento em que o médico-veterinário registra cada vacina do cão ou do gato: a data, o nome da vacina, o lote, o fabricante, as datas de fabricação e de validade e a data do próximo reforço, com o nome, a assinatura e o CRMV de quem aplicou. É o que manda a Resolução CFMV 1.321/2020. Não existe uma "carteira internacional" feita pelo veterinário: para o pet sair do Brasil, o documento oficial é o Certificado Veterinário Internacional (CVI), emitido pelo Ministério da Agricultura (MAPA).
Abaixo estão o que deve constar na carteira, como fazer a primeira, onde ela vale, o que fazer se ela se perder e o que é (e o que não é) documento de viagem internacional.
O que deve constar na carteira de vacinação do cachorro e do gato?
A Resolução CFMV 1.321/2020 (arts. 3º e 6º) lista o mínimo:
| Campo | O que vai nele |
|---|---|
| Data | o dia de cada vacina aplicada |
| Vacina | o nome da vacina e contra o que ela protege |
| Lote (partida) e fabricante | o número do lote e o laboratório |
| Fabricação e validade | as datas da vacina usada |
| Próxima dose | a data prevista do reforço |
| Veterinário | nome, assinatura e número do CRMV |
| Animal | nome, espécie, raça, sexo, idade, pelagem e microchip, se tiver |
| Tutor | nome, CPF e endereço |
Muitas vacinas trazem uma etiqueta com o nome, o lote e a validade, que o veterinário cola na carteira. A resolução diz ainda que a carteira deve ser única e permanente, que só pode ser assinada depois da aplicação e que o veterinário deve se recusar a continuar uma carteira que não siga essas regras.
Como fazer a carteira de vacinação do pet?
Ela começa na primeira vacina, com o veterinário. Não há cadastro em órgão público: quem vacina preenche e assina. O veterinário pode usar uma carteira própria ou uma comprada pelo tutor, desde que os campos acima sejam preenchidos.
No filhote, a carteira nasce com a primeira dose da polivalente, por volta de 6 a 8 semanas. O calendário do cão está na tabela de vacinas para cachorro, e o do gato em vacina para gato filhote.
Uma dica simples: fotografe as páginas depois de cada vacina e guarde as fotos no celular.
A carteira de vacinação vale para hotel, creche e viagem?
Vale, quando está completa. Hotéis, creches e hospedagens costumam pedir a carteira com as vacinas em dia. Para viajar dentro do Brasil, o MAPA orienta levar a carteira com a antirrábica e um atestado de saúde emitido por veterinário com CRMV. As regras de avião, ônibus e carro estão em vacinas para pet viajar.
O comprovante da campanha pública de raiva é outro papel. Na cidade de São Paulo, ele é preenchido pelo próprio tutor, vale por um ano e serve para emitir ou renovar o RGA, segundo a Prefeitura. O MAPA avisa que esse comprovante, em geral, não traz todos os dados exigidos para viagem internacional.
Perdi a carteira de vacinação do meu cachorro: o que fazer?
Peça os registros a quem vacinou. O prontuário do veterinário anota as vacinas aplicadas e deve ser guardado por pelo menos 5 anos depois do último atendimento. Se você pedir uma cópia do prontuário, ela deve ser entregue em até 5 dias úteis (Resolução CFMV 1.321/2020, com a redação da 1.653/2025).
| Situação | O que acontece |
|---|---|
| O veterinário ou a clínica têm o registro | a veterinária abre uma carteira nova com as datas e os lotes |
| Só há fotos da carteira antiga | a veterinária avalia se os dados estão legíveis e completos |
| Não há registro nenhum | o animal é tratado como sem histórico e pode recomeçar o esquema |
Para o cão adulto sem histórico, a WSAVA indica 2 doses de V8 ou V10 e 1 de antirrábica. Os detalhes estão na tabela de vacinas.
Existe carteira de vacinação internacional para pets?
Não como documento oficial. Algumas carteiras vêm em português e inglês e são vendidas como "internacionais". Elas ajudam a ler os dados fora do país, mas continuam sendo uma carteira de vacinação comum.
O MAPA já alertou que "passaportes" para pets vendidos por clínicas, pet shops e sites não têm validade para viajar e servem só como registro, como qualquer carteirinha (nota do Vigiagro).
O CIVP serve para o cachorro ou o gato?
Não. O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é um documento de pessoas: ele comprova que o viajante tomou a vacina de febre amarela e é emitido pela Anvisa no gov.br. Ele não vale para a entrada de animais em nenhum país.
Qual documento o pet precisa para viajar para fora do Brasil?
O CVI, emitido pelo MAPA a cada viagem, mais as exigências do país de destino. A carteira não substitui o CVI, mas é a base dele: é dela que saem os dados da antirrábica.
| Situação | A carteira de vacinação basta? |
|---|---|
| Hotel, creche, banho e tosa | costuma bastar, com as vacinas em dia; confirme com o lugar |
| Avião ou ônibus dentro do Brasil | não sozinha: vai junto com o atestado de saúde |
| Viagem para fora do Brasil | não: precisa do CVI, que usa os dados da carteira |
| País que pede vacina de febre amarela | não tem relação: o CIVP é da pessoa |
O MAPA também emite o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos, oficial: vale por toda a vida do animal e exige microchip, mas só substitui o CVI nos países que têm acordo com o Brasil. Confira com o Vigiagro antes. Prazos, pedido e documentos do CVI estão no guia do CVI.
Existe vacina internacional para cachorro?
Não. Não há uma vacina especial para viajar. O que os países cobram, quase sempre, é a antirrábica em dia, registrada com o nome comercial da vacina, o lote, a data e a assinatura do veterinário, como lembra o MAPA.
Alguns destinos pedem mais. A União Europeia, por exemplo, exige microchip aplicado antes da antirrábica e, para animais de países fora da lista de isenção dela, um exame de anticorpos da raiva colhido pelo menos 90 dias antes do certificado. Cada país tem regras próprias: comece com meses de antecedência.
Resumo
| Pergunta | Resposta curta |
|---|---|
| O que a carteira precisa ter? | Data, vacina, lote, fabricante, validade, próxima dose, assinatura e CRMV. |
| Quem preenche? | Só o médico-veterinário que aplicou. |
| Perdi a carteira: e agora? | Peça o prontuário a quem vacinou; ele é guardado por 5 anos. |
| Existe carteira internacional? | Não oficial; para sair do país, vale o CVI do MAPA. |
| O CIVP serve para o pet? | Não; é o certificado de febre amarela de pessoas. |
| Existe vacina internacional? | Não; o que se cobra é a antirrábica em dia e bem registrada. |
Quer colocar a carteira de vacinação do pet em dia?
A Dra. Kathy Alves confere a carteira, aplica as vacinas no seu endereço e registra cada dose com lote, assinatura e CRMV. Ela também emite o atestado de saúde para viagens dentro do Brasil; para o exterior, o pedido do CVI fica com um veterinário habilitado no MAPA. Chame no WhatsApp e mande uma foto da carteira; se a viagem for para fora do Brasil, conte o destino e a data. Veja também vacina em casa.
Fontes
- CFMV, Resolução 1.321/2020 (documentos do médico-veterinário), com a redação da Resolução 1.653/2025: manual.cfmv.gov.br (PDF).
- MAPA, viajar com animais de estimação: gov.br/agricultura, perguntas frequentes e nota sobre passaportes não oficiais (PDF).
- Anvisa, Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia: gov.br.
- Prefeitura de São Paulo, vacinação contra raiva em cães e gatos: capital.sp.gov.br.
- Comissão Europeia, entrada de animais de companhia na UE: food.ec.europa.eu.
- WSAVA, Diretrizes de vacinação de cães e gatos, 2024: wsava.org.

Médica-veterinária (CRMV-SP 45494) que atende cães e gatos exclusivamente a domicílio, em São Paulo e na Grande SP. Conheça a Dra. Kathy.



